Sabe um tipo de série que você nunca pensaria em assistir? Ainda mais quando a língua falada é o espanhol? Pois é, mudei meu pensamento com relação a isso e descobri As Telefonistas (Las Chicas del Cable), uma série que estou gostando de ver.
A história se passa em Madri, no ano de 1928. Alba/Lidia Aguilar (Blanca Suarez) é a personagem principal. Ela é uma golpista que tenta ir com uma amiga para a Argentina. As duas conseguem o dinheiro, mas os planos dão errado. Sua amiga acaba morrendo e Alba vai presa. Na delegacia, ela faz um acordo com o Delegado para ficar livre e depois de mais um golpe, acaba conseguindo fazer o teste para ser Telefonista na companhia nacional de telefones.
Para fazer o teste, ela "rouba" o nome de outra pessoa e passa a ser Lidia Aguilar. Lá ela conhece outras duas candidatas, Carlota Rodríguez de Senillosa (Ana Fernandez) e Marga (Nadia de Santiago). As três acabam se atrasando para o teste e quem as ajuda, é Angeles Vidal, Telefonista exemplar da empresa. A coordenadora Sara Millán (Ana Polvorosa) acaba deixando elas fazerem o teste. Todas conseguem passar, inclusive Lidia, que dá um jeitinho para isso.
Ela seduz o filho do dono da empresa, Carlos Cifuentes (Martiño Rivas), que acaba se apaixonando por ela. Assim que começa a trabalhar, Lidia já começa a bolar um plano para dar seu golpe e sair da cidade. O que ela não espera, é que um grande amor do passado, atrapalhe tudo e acabe a pegando em flagra. Ela fica surpresa e sentimentos voltam a tona, mas ela não se deixa abalar e para se livrar dessa, faz um acordo com ele, Francisco Gómez (Yon Gonzalez).
A partir daí, muitas coisas acontecem e as histórias as quatro telefonistas, vão sendo contadas. Angeles, como já falei, é a melhor Telefonista da companhia e recebe uma proposta de promoção, mas seu marido é totalmente contra. Ele, que é super machista, quer que ela fique em casa com a filha. Carlota é a filha de um General importante e de uma família muito rica e tradicional. Seus pais não concordam de jeito nenhum que ela trabalhe e fazem de tudo para impedi-la, mas ela é firme na sua decisão de ser independente. E Marga, é uma garota do interior que vai para a cidade grande incentivada por sua avó, para trabalhar e cuidar da sua própria vida. Ela acaba se apaixonando por um rapaz da companhia, mas logo descobre que ele não é um cara honesto como pensava.
As histórias são bem interessantes e é legal saber como eram as coisas naquela época e ver o figurino lindo. Na verdade não muito legal né? Porque nós mulheres não tínhamos direitos, só deveres. E na a série mostra bem como as mulheres eram tratadas e vistas naquela época. Eram criadas para se casarem e cuidarem da casa e da família. Até aí, tudo bem. Acho que toda mulher tem que ser criada pra isso, mas não só pra isso. Acho que conforme for a situação, a mulher pode sim trabalhar fora e ajudar no sustento da casa. Ainda mais nos dias de hoje que não está fácil manter tantas despesas. E não é nada ruim termos nosso dinheiro, né meninas?
Uma coisa que é bem retratada na série, é o movimento feminista. Sara e Carlota são feministas e sufragistas e lutam pelo direito das mulheres de votar. Elas frequentam reuniões e não se deixam abater com comentários e atitudes machistas.
A parte que eu não gosto na série, envolve justamente essas duas personagens que acabam se envolvendo sexualmente. Sei que para muita gente isso é irrelevante ou até algo comum, mas para mim não é. (minha opinião, entendam por favor!). Mas enfim, não vamos criar polêmica.
Essa é a primeira série espanhola do Netflix e a primeira temporada já está toda lá. São 8 episódios com 55 minutos de duração cada. (achei bem longo!) E para quem já está assistindo, a segunda temporada já está sendo filmada e a terceira já foi confirmada. É só aguardar.
Se você já viu ou está vendo, me conta o que achou.
Atualização: A série tem 3 temporadas e já teve a 4ª temporada confirmada, mas sem data de estreia ainda.





